Os demonstrativos contábeis como recurso para o cálculo do capital de giro das pequenas e médias empresas.

Os Demonstrativos Contábeis Como Recurso Para O Cálculo Do Capital De Giro Das Pequenas E Médias Empresas. - R.Monteiro

As pequenas e médias empresas ganharam destaque no mercado nacional de comércio e serviços, nas últimas décadas passaram a representar cerca de 30% do PIB brasileiro. Essa é a conclusão de um estudo realizado em 2020 pelo SEBRAE, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Entretanto, observando o cenário dessas empresas, que sofreram muito com os impactos do atual contexto econômico, percebemos um ponto de atenção: a falta de importância que se dá para ter a contabilidade em dia. 

Essa situação é ainda mais comum nos negócios cujo sócio é o administrador e o operacional, ou seja, a figura responsável pela geração de receita. Por isso, neste artigo, vamos falar sobre a importância dos demonstrativos contábeis como recurso para calcular o capital de giro desse tipo de empreendimento. 

Quais os benefícios que os demonstrativos contábeis trazem para a empresa? 

Manter os demonstrativos contábeis sempre atualizados é fundamental, faz parte da legislação contábil e traz apenas benefícios às empresas. 

Dentre esses benefícios, podemos destacar como esse tipo de documentação colabora para a organização do planejamento financeiro. Uma vez que, alguns índices, provisões e percentuais para o controle financeiro, são encontrados partindo das análises de valores constantes nas demonstrações contábeis atualizadas.

 Além disso, é graças a esses dados que a empresa pode calcular mais precisamente o seu capital de giro líquido.

O que é capital de giro e qual a vantagem desse controle para minha pequena ou média empresa?

De maneira geral, o capital de giro consiste nas reservas financeiras fundamentais que garantem o bom funcionamento das empresas. Para pensar nesse  montante, é possível considerar o valor mínimo necessário para pagar todas as despesas que aparecem, sem bloquear as operações realizadas diariamente.

Sabemos que uma empresa, seja ela pequena ou média, só passa a gerar resultados positivos após um período significativo de funcionamento. Exatamente por isso, é preciso garantir a presença de recursos para o pagamento dos custos e despesas de operação. Caso contrário, a ausência de controle financeiro leva essas empresas à falência logo nos primeiros anos de atividade.

É neste momento que se entende a importância da contabilidade em dia, ou seja, dos demonstrativos contábeis, tantas vezes mencionado neste artigo. Pois, para chegar no  valor do capital de giro líquido ideal, deve-se levar em consideração dois grupos de contas patrimoniais presentes nos demonstrativos contábeis. 

São elas:

  1. Ativo circulante: Compreende o grupo de contas contábeis que representam os bens (caixa, bancos, investimentos a curto prazo e estoques) e os direitos (valores a receber) de maior liquidez. Ou seja, podem ser convertidos “em dinheiro” em um curto período de tempo, com maior facilidade, caso haja uma demanda urgente.
  2. Passivo circulante: Compreende o grupo de contas contábeis que representam as dívidas e obrigações da empresa, cuja quitação faz-se necessária em um período de tempo igual ou menor a 12 meses. 

Como calcular o capital de giro a partir dos demonstrativos contábeis? 

Agora que compreendemos a importância dos demonstrativos contábeis, é o momento de calcular o capital de giro e interpretá-lo. Para isso, vamos usar uma fórmula simples que pode garantir um controle resumido dos recursos disponíveis da pequena e média empresa. 

A fórmula é:

Vamos aplicar essa fórmula a um exemplo: imagine uma pequena empresa que, após a atualização da escrituração contábil, apresenta um montante de R$ 10.000,00 no seu Passivo circulante (funcionários e pró-labore, tributos, assistência contábil, fornecedores de serviços e matéria-prima) e R$ 20.000,00 no seu Passivo circulante.

Aqui ela obtém um resultado de R$ 10.000,00 de capital de giro líquido, ou seja, a empresa possui um capital de giro líquido considerável e suficiente para cobrir as obrigações previstas no período abordado, deixando-a em boa situação. 

Ao inverter os valores, considerando um Passivo circulante de R$ 20.000,00 e um Ativo circulante de R$ 10.000,00, a empresa obtém um resultado de capital de giro líquido negativo de R$ 10.000,00. Isto quer dizer que os ativos circulantes são insuficientes para cobrir as obrigações de curto prazo necessárias ao funcionamento das atividades operacionais. 

Conclusão: demonstrativos contábeis x capital de giro 

Desse modo, como analisado ao longo desse artigo, é fundamental não negligenciar o controle e atualização dos lançamentos e demonstrativos contábeis para o cálculo do capital de giro e provisões financeiras. 

O pequeno empreendedor, pequenas e médias empresas, devem considerar esse recurso tão importante quanto os recursos comerciais, pois partindo deles é possível evitar futuras crises. Afinal, o capital de giro está alinhado com as despesas fixas e futuras variáveis. 

Vale lembrar que, há muito o que se falar sobre os índices para um planejamento financeiro, pois o capital de giro não é o único a ser considerado. Entretanto, é possível levar esse valor em conta como um método financeiro preventivo de partida. Aqui é importante compreender a seguinte máxima: empresa prevenida, com controle financeiro mesmo que simples, é empresa passível de resultados positivos constantemente.

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Artigo Escrito por Thais Gomes
Departamento Contábil

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