A R.Monteiro Contabilidade e Gestão promoveu, no dia 20 de agosto, o workshop “Reforma Tributária: Ações Práticas para Empresários e Profissionais no Período de Transição”, em parceria com a Associação Comercial de São Caetano do Sul. O encontro, realizado na sede da associação, reuniu empresários, gestores e profissionais liberais da região interessados em entender, na prática, como a transição do atual sistema tributário para o modelo de IBS e CBS afeta o dia a dia das empresas.
O objetivo do workshop foi ir além da teoria: apresentar um panorama claro do que já mudou, do que muda nos próximos meses e, principalmente, das ações que as empresas precisam colocar em prática agora — durante o período em que o sistema tributário atual e o novo modelo de IVA Dual convivem simultaneamente.
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ToggleUm momento decisivo para tratar da Reforma Tributária
O momento do encontro não foi por acaso. Setembro de 2026 marca a janela em que empresas optantes pelo Simples Nacional precisam decidir como vão recolher o IBS e a CBS a partir de 2027 — uma escolha que, feita fora do prazo ou sem simulação adequada, pode comprometer a competitividade do negócio no ano seguinte. Reunir a comunidade empresarial de São Caetano do Sul às vésperas desse prazo foi uma forma de antecipar dúvidas e apoiar decisões mais bem informadas.
O que foi discutido no workshop
Ao longo do encontro, foram apresentados os principais pontos de atenção da transição tributária para quem administra uma empresa hoje:
O cronograma da transição. Desde 2026, notas fiscais já trazem o destaque individualizado do IBS e da CBS, ainda em fase de teste. A partir de janeiro de 2027, o PIS e a Cofins deixam de existir e a CBS passa a ser cobrada com alíquota cheia — enquanto o ICMS e o ISS seguem em vigor, em processo de redução gradual, até a extinção prevista para 2033. Essa convivência entre dois sistemas tributários exige planejamento, já que empresas vão precisar operar com as duas lógicas em paralelo por vários anos.
A decisão de setembro para o Simples Nacional. Um dos pontos centrais foi o prazo entre 1º e 30 de setembro de 2026, em que empresas do Simples Nacional escolhem entre manter o recolhimento tradicional do IBS e da CBS dentro do DAS ou optar pelo Regime Híbrido — que permite repassar crédito integral aos clientes pessoa jurídica, mas exige controle fiscal mais rigoroso. Essa escolha depende, sobretudo, do perfil de quem compra da empresa: negócios voltados ao consumidor final tendem a se beneficiar do modelo tradicional, enquanto empresas com clientela majoritariamente B2B podem perder competitividade se não avaliarem o regime híbrido.
O impacto na margem de lucro. Outro eixo do workshop foi mostrar que a mudança na forma de apurar créditos tributários — o novo sistema amplia o direito a crédito sobre praticamente tudo o que a empresa compra ou contrata — exige revisar a precificação. Empresas que mantiverem a lógica de custos e preços do sistema atual correm o risco de perder margem sem perceber, ou de praticar preços acima do necessário e perder competitividade.
Alíquotas diferenciadas por setor. Também foi abordado o tratamento tributário diferenciado previsto na reforma, que reduz — e em alguns casos zera — a alíquota de IBS e CBS para setores considerados essenciais ou estratégicos, como saúde, educação, produtos da cesta básica e profissões regulamentadas. Esse benefício não é automático: depende da classificação correta da atividade e dos códigos fiscais aplicados em cada nota.
Exemplo prático apresentado
Um dos exemplos discutidos no workshop ilustra bem o tipo de decisão que as empresas da região enfrentam agora: uma pequena indústria que vende para outras empresas do Lucro Real tende a perder competitividade se mantiver o modelo tradicional do Simples Nacional, porque seus clientes vão preferir fornecedores que ofereçam crédito integral de IBS e CBS. Já um negócio cujo público é majoritariamente o consumidor final — como um salão de beleza ou uma padaria — normalmente não sente esse efeito e pode manter a simplicidade do DAS unificado sem prejuízo.
Esse tipo de análise, feita caso a caso, foi um dos pontos mais reforçados durante o encontro: não existe uma resposta única para todas as empresas, e a decisão de setembro exige simulação antes de ser tomada.
Conclusão
O workshop reforçou uma mensagem central: a Reforma Tributária deixou de ser um assunto para acompanhar de longe e passou a exigir decisões concretas, com prazos definidos, já em 2026. A R.Monteiro agradece à Associação Comercial de São Caetano do Sul pela parceria e a todos os empresários e profissionais que participaram do encontro.
Para quem não pôde comparecer, os temas seguem disponíveis nos conteúdos do blog da R.Monteiro, e a equipe está à disposição para um diagnóstico individual da situação tributária de cada empresa diante da transição.
Não pôde participar do workshop? Fale com a equipe da R.Monteiro pelo site rmonteirocontabil.com.br e agende um diagnóstico gratuito da Reforma Tributária para a sua empresa.
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