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Transição da Reforma Tributária e NFS-e: como adequar sua empresa às novas exigências sem complicações

A Reforma Tributária sobre o consumo entrou em uma nova fase em janeiro de 2026 e já está trazendo impactos práticos para as empresas brasileiras. Embora o prazo oficial de adaptação tenha sido prorrogado até 31 de março de 2026, muitas prefeituras pelo país estão exigindo a adequação imediata dos sistemas e do preenchimento das notas fiscais de serviço. Além disso, os contribuintes têm enfrentado instabilidade técnica nas plataformas de emissão de NFS-e, o que reforça ainda mais a necessidade de organização e planejamento.

Neste artigo, vamos explicar de forma didática:

  • Quais são as mudanças na emissão de NFS-e;

  • O que é o código NBS e o CST;

  • Como funcionam os novos tributos CBS e IBS;

  • E como realizar a parametrização das notas fiscais.

Nosso objetivo é que você termine esta leitura com clareza sobre o tema e segurança para manter sua empresa em conformidade com as novas regras.

A Reforma Tributária e o impacto nas rotinas das empresas

Com a aprovação da Emenda Constitucional nº 132/2023, o Brasil deu início a uma das maiores reformas do sistema tributário nas últimas décadas. Entre outras mudanças, a reforma substitui cinco tributos (PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS) por dois novos impostos de valor agregado:

  • CBS – Contribuição sobre Bens e Serviços (federal);
  • IBS – Imposto sobre Bens e Serviços (estadual e municipal).

Essa substituição está sendo feita de forma gradual. Em 2026, foi iniciado o período de transição com um tributo-teste (CBS e IBS de transição), e as primeiras obrigações práticas já começaram a impactar as empresas — especialmente no momento de emitir notas fiscais de serviço (NFS-e).

O que muda na emissão das Notas Fiscais de Serviço (NFS-e)?

Com a adaptação dos sistemas municipais e nacionais à nova realidade tributária, os emissores de nota fiscal passaram a exigir novos dados e classificações fiscais.

As principais alterações envolvem:

  • Inclusão do código NBS (Nomenclatura Brasileira de Serviços);
  • Definição do CST (Código de Situação Tributária);
  • Preenchimento dos campos referentes à CBS e IBS;
  • Ajustes nos cadastros internos dos sistemas emissores.

Mesmo que o recolhimento dos novos tributos ainda esteja em fase de testes, a necessidade de parametrização correta já está sendo exigida por diversas prefeituras — e falhas nesse processo têm gerado rejeição de notas fiscais e instabilidade nos sistemas de emissão.

O que é o NBS e qual sua importância?

A Nomenclatura Brasileira de Serviços (NBS) é uma tabela oficial desenvolvida para classificar os serviços prestados no Brasil, de forma semelhante ao que o NCM faz com mercadorias.

Com as novas exigências, cada serviço faturado precisa estar vinculado ao seu respectivo código NBS.

A tabela oficial pode ser consultada neste link:
📎 https://www.gov.br/nbs

A escolha correta do NBS é fundamental para garantir a consistência fiscal e evitar problemas futuros com tributos, especialmente no que diz respeito à CBS e ao IBS.

O que é o CST?

O Código de Situação Tributária (CST) indica como a operação será tratada do ponto de vista fiscal. Ele varia conforme o regime tributário da empresa e a natureza do serviço.

  • Empresas do Simples Nacional utilizam códigos CST específicos para esse regime.
  • Empresas do Lucro Presumido ou Lucro Real precisam verificar o CST aplicável a cada tipo de serviço e operação.

A correta definição do CST garante o tratamento adequado da operação no contexto dos novos tributos.

CBS e IBS: o que significam esses novos tributos?

Esses são os dois tributos criados pela Reforma Tributária:

  • CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços): tributo de competência federal, que substituirá o PIS e a Cofins.
  • IBS (Imposto sobre Bens e Serviços): tributo estadual e municipal, que substituirá o ICMS e o ISS.

A estrutura de arrecadação e crédito desses impostos será baseada nas informações contidas nas notas fiscais. Por isso, é fundamental que o emissor já esteja apto a preencher os campos da CBS e do IBS de forma correta, mesmo que ainda não haja exigência de recolhimento.

O que fazer diante da exigência antecipada?

Apesar de o prazo oficial para adaptação estar prorrogado até 31/03/2026, muitas prefeituras já estão exigindo a parametrização imediata das notas.

Além disso, os contribuintes têm relatado instabilidade nos sistemas, incluindo:

  • Lentidão nos portais de emissão;
  • Rejeição de notas fiscais por ausência de dados exigidos;
  • Dificuldade para acessar o ambiente de testes;
  • Inconsistência nas validações.

Diante desse cenário, é importante agir desde já para garantir que sua empresa esteja em conformidade e evite bloqueios na emissão das NFS-e.

Como realizar a parametrização da nota fiscal?

Abaixo, listamos um passo a passo técnico que pode ser seguido internamente pela empresa, com o apoio da equipe fiscal ou responsável pelo sistema emissor:

1. Mapeie os serviços prestados

  • Faça uma lista detalhada dos serviços que sua empresa presta regularmente.
  • Verifique a descrição utilizada nas notas fiscais atuais.
  • Separe por município, se for o caso.

2. Consulte a Tabela NBS

  • Acesse: https://www.gov.br/nbs
  • Utilize a busca textual para encontrar os códigos compatíveis com os serviços prestados.
  • Leia atentamente a descrição de cada item e anote o código completo.

3. Verifique o CST aplicável

  • Identifique o regime tributário da empresa (Simples, Lucro Presumido, Lucro Real).
  • Consulte o código CST que deve ser utilizado para cada serviço.
  • Se necessário, peça apoio da contabilidade.

4. Acesse o sistema emissor de nota fiscal

No portal da prefeitura ou no software utilizado:

  • Acesse a área de cadastro de serviços ou parametrização fiscal.
  • Para cada serviço, insira:
    • O código NBS;
    • O CST correspondente;
    • Informações de CBS e IBS, quando exigidas.

5. Emita uma nota de teste

  • Realize a emissão de uma nota fiscal com os dados configurados.
  • Verifique se a nota é aceita sem erros.
  • Valide se os tributos estão corretamente destacados ou incluídos, conforme o caso.
6. Documente o processo
  • Salve os parâmetros aplicados, inclusive com capturas de tela.
  • Registre os códigos utilizados para cada serviço.
  • Isso facilitará auditorias, revisões futuras e comunicação com a contabilidade.

 

Conclusão

A transição para a nova estrutura tributária já começou e, embora a cobrança plena da CBS e do IBS ainda esteja em construção, a exigência de adequação na emissão de notas fiscais já é realidade em muitos municípios.

Diante disso, é essencial que as empresas:

  • Realizem o mapeamento dos serviços com antecedência;

  • Acompanhem as atualizações dos seus sistemas emissores;

  • E realizem os ajustes necessários para não comprometer sua operação.

Com planejamento e atenção aos detalhes, é possível passar por essa transição de forma segura, evitando problemas fiscais e garantindo a conformidade da empresa com as novas regras.

 

Precisa de ajuda para adequar a emissão de suas notas fiscais?

Acompanhar todas essas mudanças pode ser desafiador, especialmente quando sua empresa precisa manter o foco na operação. Se você ainda está com dúvidas sobre como adaptar o sistema de NFS-e ou deseja apoio técnico nesse processo, nossa equipe está pronta para orientar.

Quer transformar esse desafio em uma oportunidade estratégica? Entre em contato com a gente e solicite um diagnóstico gratuito.

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Luis Monteiro

Contador e Empreendedor Contábil

R.Monteiro Contabilidade e Gestão Financeira
“Tecnologia, proximidade e soluções completas para crescer com segurança e mais tempo para o que importa.”

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