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Liderança - Breve reflexão - do paternalismo ao Coaching

Liderança - Breve reflexão - do paternalismo ao Coaching

   Liderar pessoas é algo que é objeto de estudos há muitas décadas e a evolução dos conceitos, a compreensão do tema e as opiniões estão em constante evolução e mudanças.

   Várias são as teorias que abordam a liderança e que a vincula com a motivação e produtividade do homem. Desde a tão citada pirâmide das necessidades de Maslow, passando pelo Taylorismo, Fordismo, que visavam a obtenção de mais produtividade por parte dos funcionários, até os dias de hoje, muitas são as mudanças e cada vez mais alguns aspectos se clareiam.

   Limitando a nossa abordagem aqui a algo mais recente, notamos que dos anos 80 pra cá muita coisa já mudou. Vamos abordar apenas duas caraterísticas neste período: o paternalismo dos anos 80 ao Coaching, visão mais atual no que se refere a liderança, motivação e produtividade.

   Nos anos 80 a liderança era fortemente autoritária por um lado, sendo que a hierarquia era altamente valorizada e a distância entre um colaborador de “chão de fábrica” e um diretor, por exemplo, era similar a um abismo e por outro lado era protetora ou falsamente protetora. Exemplo disto era que pagavam mal, mas davam premiações “extras”, por fora, como pagamento de faculdades, empréstimos ou doações de dinheiro em gestos que eram, na época valorizados por quem os recebia, porém os deixavam “de mãos atadas” para possíveis reivindicações salariais, promoções etc.

   Nesta época prevalecia o “manda quem pode, obedece quem tem juízo” ou ainda o “você é pago pra fazer e não pra pensar”.

   A evolução deste período para os dias atuais é notória. Hoje se busca lideranças com características que são cada vez mais profissionais. Para ser um líder no passado bastava ter um cargo e “mandar”. Hoje, ao contrário, é preciso conquistar, inspirar, motivar...

   O líder atual precisa ter características ou competências técnicas e comportamentais que passam pela necessidade de conhecimento de tecnologia da informação, forte escolaridade e línguas estrangeiras e chega a questões ligadas a psicologia, como conhecer fortemente sobre pessoas e, principalmente sobre as pessoas que lidera. Conhecer sua equipe, seus ideais, seus problemas, seus sonhos e conquistas são fatos que, comprovadamente ajudam na liderança, na motivação e na produtividade das equipes.

   Outro fator importantíssimo é que o líder atual precisa ser um gerador de confiança, alguém em quem a equipe realmente possa acreditar e confiar. Desta forma, promessa é algo totalmente descartável nos dias atuais. Um líder que promete corre o risco de não cumprir e o não cumprimento gera desconfianças e consequências que, muitas vezes, podem ser irreparáveis. Nos cursos de formação e desenvolvimento de lideranças que ministro costumo dar um exemplo de promessa que, normalmente surpreende os envolvidos: imaginemos que uma liderança média da empresa, ao receber de um colaborador o pedido de aumento ou promoção, lhe diga que irá falar com a diretoria e dará uma resposta e que, após ter feito isto, dê uma resposta negativa ao interessado. Como o liderado agirá daí pra frente? Perceba-se que o fato de ter dito que falaria com a diretoria já é uma promessa velada e a negativa fará com que este líder se isente da responsabilidade e, talvez inconscientemente tenha colocado o funcionário contra a diretoria que, em princípio, nada teria a ver com o fato.

   É importante que o líder assuma seu papel e saiba como agir em cada situação, tomando para si os aspectos positivos e os não tão positivos do papel de líder.

   Para finalizar, tendo a consciência de que o tema é muito mais profundo e abrangente, a competência que mais chama a atenção hoje em dia numa liderança é a capacidade de pensar e agir como um Coach.  Aprender a fazer perguntas poderosas aos seus liderados, gerando sinapses no cérebro destes é exatamente o oposto do que se fazia no passado. Hoje, o colaborador é pago para pensar sim. É dele que devem sair as soluções, as inovações, as criações etc. O líder deve ser o facilitador deste processo, o condutor da carruagem, o Coach.

   Sair da posição de autoritarismo, de SUPERvisor é um passo importante para se colocar no mesmo patamar que a equipe, com humildade, empatia e capacidade de fazer as perguntas certas e poderosas para que as respostas sejam inteligentes e transformadoras.

   Se o tema despertou interesse, convidamos a conhece-lo um pouco mais através do programa Escola de Líderes da MVA TREINAMENTOS E COACHING.

Valter Assunção,

Máster Coach

 

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